Com texto de Aldri Anunciação, direção de Lázaro Ramos, cenário de Rodrigo Frota e atuação de Flávio Bauraqui e Aldri Aunciação, o espetáculo “Namíbia, não!” estreou dia 18 de março, na Sala do Coro do TCA. O governo brasileiro, no ano de 2016, toma uma medida radical com relação aos negros, cujo objetivo é encaminhá-los de volta à África. Dois primos, dentro de um apartamento, vivem o dilema de decidir se fogem e permanecem no Brasil ou se acatam a decisão e se entregam, retornando ao continente africano.
A idéia do cenário é de ir apertando os personagens dentro do apartamento. Dessa forma, optou-se por fazer uma caixa branca, trabalhando-o em perspectiva, com a cor branca. Essa caixa vai se modificando. Como se passa no futuro, foi usado um material diferente, uma vez que tem porta de correr, tendo elementos que saem das paredes, dando um tom mais futurista. Acrílico leitoso foi usado para que esta sensação ficasse evidente. As paredes translúcidas permitem a passagem da luz, possibilitando a iluminação por trás e a projeção de sombras.
Todas as estruturas e as paredes do teto foram feitas de metalon, sendo as peças de 1m x 1m, onde se aplica as placas de acrílico com relevo. Na confecção dos móveis, optou-se pela madeira e metalon, cobertos de acrílico, e no teto, também com estrutura de metalon com tampo de voil branco, a fim de permitir a passagem da luz para iluminar o espetáculo.
Fotos: Yuri do Val Texto: Luís Cláudio de Oliveira
Convidado para ministrar a oficina “Modelar –Inovações: Geometria x Corpo x Espaço” no Centro Técnico do Teatro Castro Alves, nos dias 6 e 7 de dezembro de 2010, Jum Nakao, estilista, professor e artista plástico, participou do projeto Conversas Plugadas falando sobre o seu trabalho e o que o fez parar com os desfiles.
APRESENTAÇÃO
Estou muito contente de estar aqui em Salvador. Quero agradecer ao Teatro Castro Alves e a todas as pessoas que se empenharam para que fosse possível, tanto a oficina quanto essa conversa plugada. Agradecer também às pessoas que se inscreveram, porque o espetáculo, sem público, não acontece. É fundamental que vocês estejam aqui hoje nesta conversa para que possa fluir.
Algo que se tornou muito recorrente e meio que “interconectável” --- não sei se esta palavra existe ---é eu ter que mostrar isso que vocês vão ver agora. Em qualquer lugar aonde eu vou, virou uma situação engraçada, pelos menos para mim, porque antigamente as pessoas me apresentavam pelo meu nome. Elas diziam: “Este é o Jum Nakao. Ele é estilista e artista.” Hoje em dia, principalmente quando estou no exterior, as pessoas não me apresentam mais assim. Eu fiquei em segundo plano. As pessoas me apresentam da seguinte maneira: “Ah! Sabe aquele desfile de papel? Foi ele quem fez.” É a mesma coisa quando se tem um filho famoso. Você deixa de ser você e passa a ser o pai ou a mãe de fulano. Não é mais a pessoa. Passa a ser o pai ou mãe de alguém, que é mais importante do que você. Eu vou mostrar isso aqui, e, para quem não conhece, é um desfile de papel. Esse desfile aconteceu em julho de 2004, no São Paulo Fashion Week. Para fazer esse desfile, trabalhamos mais de setecentas horas, consumimos um pouquinho mais de meia tonelada de papel, mais de cento e cinqüenta profissionais de diversas áreas se integraram para que esse sonho fosse possível. Esse projeto aconteceu depois de vinte anos dedicados à indústria da moda. Durante vinte anos, batalhei para um dia estar nesse lugar – o maior evento de moda da América Latina. Mas chegou um momento em que percebi que faltava algo que me fizesse sentir a necessidade e desse sentido para eu continuar a minha carreira como estilista. Depois de trabalhar vinte anos, eu vi que não havia conseguido transformar a sociedade. Muito pelo contrário. Percebi o quanto eu estava embrutecendo junto com ela. Manter uma empresa nos patamares em que eu tinha, com um mundo de funcionários e obrigações para sobreviver, era uma coisa louca. Aí resolvi renunciar. As pessoas me perguntam, muitas vezes, por que fiz isso. A única resposta que tenho para dar é que tinha que ser feito. Tenho certeza de que, de uma forma que talvez vocês entendam, é como estar casado ou namorando e um dia você chega para a pessoa e fala que não quer mais ficar com ela. Não é porque tenha encontrado outra. É simplesmente porque acabou. Chega um momento que não dá mais para continuar. Ou vocês vão chegar do trabalho e falar: “Olha estou indo embora. Fui.” É que chegou num ponto que não dava mais. E para mim, chegou esse momento. Eu queria transformar de outra forma, e se eu quisesse realmente transformar a sociedade, eu percebia que precisava formar o indivíduo. O engraçado é que a minha assistente, que era recém contratada, me disse: “Poxa, você vai parar! Eu acabei de entrar aqui. Você tem tanto para me ensinar. Vinte anos, não é? O que você vai fazer com tudo isso que você sabe?” Eu disse que não tinha idéia, mas que era preciso parar. Chegou a um ponto que quero fazer um trabalho que mostre o quanto as pessoas estão cegas, o quanto elas não estão mais enxergando, o quanto existem valores, o invisível ainda possível no real que as pessoas não enxergam. Elas estão olhando muitas vezes do que é feito e qual a marca. Não estão olhando como é feito, por quem é feito e do que é feito. Foi engraçado porque, no dia seguinte, as pessoas iam ao show room e não havia roupa para ser vendida. Para mim, foi muito tocante porque, seis meses antes, a equipe inteira sabia que aquele desfile seria o último e tinha a opção de me abandonar e procurar outro emprego. Mas todas as pessoas ficaram comigo até o último momento, porque todas compartilhavam desses questionamentos.
Fui convidado para fazer uma palestra na Faculdade onde estudei – na Fundação Armando Álvares Penteado. O diretor da Faculdade de Artes Plásticas pediu que eu fizesse uma palestra sobre a minha carreira e ficou sentado. Fez a apresentação, e no final me confessou que, normalmente, fazia a
CONVÊNIO ENTRE FUNCEB E IFBA PROMOVE CURSO DE TECNOLOGIAS EM ARTE DRAMÁTICA
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, por meio da Fundação Cultural do Estado da Bahia/Funceb e do Teatro Castro Alves/TCA, firmou convênio com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia/IFBA (antigo CEFET) que promoverá o Curso de Tecnologias em Arte Dramática. Esta iniciativa que partiu do Sindicato de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado da Bahia/SATED, parceiro do projeto, objetiva possibilitar o aprofundamento dos conhecimentos dos participantes, levando a seu aperfeiçoamento profissional; prepará-los para o trabalho e para a cidadania; desenvolver sua autonomia intelectual e pensamento crítico; e promover a compreensão dos fundamentos científicos e tecnológicos dos processos aplicados aos espetáculos de diversão.
As inscrições para o processo seletivo acontecerão entre 12 e 23 de janeiro de 2011 através do site do IFBA (http://www.portal.ifba.edu.br/). São 96 vagas disponíveis, distribuídas entre as habilitações em cenário, figurino, luz, maquiagem e som. Destas, 10 vagas estão destinadas a serem preenchidas por servidores da Funceb.
A proposta do curso, que vem sendo discutida há alguns anos, finalmente se concretiza no trabalho conjunto entre entidades estadual e federal. Moacyr Gramacho, Diretor do TCA, vê este curso como um passo fundamental no processo de implementação do Centro de Referência em Engenharia de Espetáculos, legitimando o empenho em geração de conteúdo e conhecimento que vem acontecendo nos últimos anos. “O convênio alia formação e qualificação e promove o conhecimento para a mão de obra, o que garante mais profissionais de qualidade. Mais uma contribuição importante deste curso é a formalização, nos moldes de um Instituto Federal, de um conhecimento tradicionalmente disperso e transmitido informalmente”, diz o Diretor.
Para o Prof. Heitor Guerra, relator do projeto e coordenador do curso, esta iniciativa será capaz de suprir uma demanda por profissionais técnicos mais qualificados no estado e no país. Ator e educador, ele percebe a necessidade de mais trabalhadores e a possibilidade de uma melhoria quantitativa e qualitativa nas produções locais.
O diretor do campus de Salvador do IFBA, Prof. Albertino Nascimento, declara, ainda: “Para um instituto marcadamente de tecnologia, lidar com a área das artes é muito especial porque desmitifica a ideia de falta de envolvimento com a expressão artística. Ficamos felizes em cumprir a função social da instituição desta maneira”.
As aulas têm previsão de início em março, estendendo-se até setembro de 2011. O curso acontecerá no campus de Salvador do IFBA e as aulas práticas e o estágio supervisionado nos equipamentos culturais da Funceb.
Nos dias 6 e 7 de dezembro, das 8:00 às 18:00, aconteceu no Centro Técnico do TCA a oficina “ Modelar – Inovações: Geometria x Corpo x Espaço” , com Jum Nakao, o estilista que deixou todos os participantes do São Paulo Fashion Week boquiabertos quando, no final do seu desfile, em que as modelos que apresentavam a coleção feita de papel, começaram a rasgar os vestidos. Mas ele abandonou a carreira de estilista e, hoje, se dedica às artes plásticas e ao ensino do conhecimento que acumulou durante mais de vinte anos, tendo como proposta contribuir para a formação e a transformação das pessoas.
Durante a oficina, Jum Nakao apresentou uma novidade para os participantes, que foi um método diferente de modelagem, feito no corpo da pessoa, usando fita crepe, em vez de papel craft.A técnica é feita basicamente com um manequim feminino ou masculino, em que se faz todo o preparo da base dessa modelagem com fita crepe.
Partindo do centro do manequim, começa a aplicação da fita crepe no sentido vertical, indo até a lateral, sendo primeiro a frente, e depois as costas, para essas duas partes se encontrarem na lateral do manequim. Depois de estar totalmente preparado, são dadas várias camadas de fita crepe, que vão formando uma espécie de “pele”.
Em seguida, começa a fazer as marcações da abertura do ombro, da altura do bico do seio para determinar a cava do ombro na lateral e do colarinho. Feito isso, tira-se a casca do manequim a partir da base do centro de ambos os lados – frente e costas –, puxa e vai virando toda essa “pele” pelo avesso.
Posteriormente, coloca essa “pele” sobre um papel craft e dá início ao processo de planificação, pondo no plano as áreas que se estabelece como prioridade, mas antes de recortar, é preciso marcá-las. São feitas indicações com números e traços, que vão ligando-os.
A partir daí, recorta e cola no craft e faz vários recortes, de maneira que essa “pele” tridimensional fique totalmente planificada no papel. Assim sendo, tem-se um molde básico daquele manequim que foi envolvido com fita crepe anteriormente. Dessa forma, pode-se fazer um protótipo no murim – tecido de algodão – alvejado ou branco para se conseguir uma transparência que possibilite a união de um ponto ao outro, que foram marcados anteriormente. A montagem é feita com um grampeador por ser a maneira mais prática e mais rápida de se fazer esse protótipo, simulando uma costura.
Assim, tem-se a modelagem do busto, que é o básico. A partir daí, existe a opção de aumentar essas partes que foram planificadas, bastando aplicar nelas o que se deseja, aumentando ou modificando.
Fotos: Yuri do Val / Cláudio Machado / Renata Mota Texto: Luís Cláudio de Oliveira
Com texto de Alcides Nogueira e direção de Fernando Guerreiro, o espetáculo “Pólvora e Poesia” estreou no dia 8 de dezembro no Espaço Cultural da Barroquinha. A peça retrata a relação amorosa dos poetas Arthur Rimbaud e Paul Verlaine, que viveram no final do século XIX, causando escândalos na sociedade francesa da época.
A mesa para ser utilizada no espetáculo “Pólvora e Poesia” tem um sistema de gaveta embaixo, feito com quatro roldanas que correm dentro de um trilho. Quando se puxa o ferrolho localizado atrás de cada ponta onde está adaptado na gaveta, sai rapidamente do trilho. No centro tem um pé móvel, que, após ser retirado, é desencaixado. O sistema de cabo de aço o puxa para trás, e automaticamente a mesa se desfaz, ficando em forma de M. Tem outro sistema no lado esquerdo, que também é de ferrolho, que quando é puxado, juntamente com a outra perna na lateral esquerda da mesa, faz com que ela desabe. Portanto, foi projetada para três momentos da peça. No primeiro mantém-se inteira; no segundo, adquire o formato de “M”, e no terceiro torna-se uma rampa que desce, mas continua reta, em cima da mesa.
Fotos: Yuri do Val Texto: Luís Cláudio de Oliveira
O espetáculo BACAD, que estreou no dia 3 de dezembro, no teatro Vila Velha, trata da memória afetiva da América Latina, inspirado numa trilogia de livros de Eduardo Galeano – escritor uruguaio –, abordando a questão da identidade, miscigenação e de como podemos nos resgatar enquanto indivíduos latino- americanos.
O cenário surge da necessidade de se ter muitas projeções e vídeos. Sendo vídeo-instalação, é um suporte para esses vídeos. Como o espetáculo trabalha muito com a ideia do espelho, de nos reconhecermos culturalmente, as grandes telas, que fazem a tridimensionalidade com os vídeos, servem também para trabalhar a ideia desses espelhos e imagens, que podem ultrapassar o limite mais plano.
O cenário é todo branco, feito com muito tecido, além de telas vazadas, cortina de voil, elástico e algumas estruturas de madeira. Tem várias projeções, sendo que o figurino preenche-as de cores. Uma tractana e um cabo de aço são usados para permitir que a cortina caia inteira num determinado momento do espetáculo, no piso, que é uma caixa.
Fotos: Yuri do Val Texto: Luís Cláudio de Oliveira
O Centro Técnico do Teatro Castro Alves promove nos dias 6 e 7 de dezembro, das 8h às 12h e das 14h às 18h, uma oficina com o renomado estilista, artista plástico e designer Jum Nakao, que se tornou mais conhecido pelo grande público quando, em julho de 2004, realizou, na São Paulo Fashion Week, uma performance em que, ao final do desfile, modelos rasgaram suas roupas feitas de papel vegetal confeccionadas em mais de 700 horas de trabalho.
Intitulada "Modelar - Inovações – geometria x corpo x espaço", a oficina tem inscrições abertas até o dia 30 de novembro. Os interessados em uma das 20 vagas disponíveis devem comparecer ao Núcleo de Produção do TCA (Piso -1) portando cópia de RG, currículo e portfólio para avaliação, entre 14h e 18h. O resultado das inscrições será divulgado no blog do Centro Técnico e no site do TCA no dia 3 de dezembro.
Jum Nakao – Estilista e diretor de criação, brasileiro e neto de japoneses, Jum Nakao é apaixonado por tecnologia. O paulistano chegou a cursar engenharia eletrônica, mas acabou optando por artes plásticas e depois por moda, onde percebeu uma possibilidade de transformação e libertação de sua criação.
Seu trabalho foi reconhecido publicamente em 1996, no Phytoervas Fashion quando fez um desfile, inspirado em Bibelô, personagem do cartunista Angeli. Depois disso, trabalhou para as marcas Zoomp e Nike, além de concentrar-se em sua própria marca.
Fortemente influenciado pela tecnologia, pela estética japonesa e pelos filmes de animação, seus desfiles já se tornaram um acontecimento cercado de grande expectativa. No início de 2004, criou e recriou looks em plena passarela, sobrepondo as roupas nos modelos.
Foi A Costura do Invisível, que em livro e DVD mostra o processo de trabalho, desde as primeiras idéias até o desfile e seus desdobramentos artísticos.
A Costura do Invisível também fez com que Jum recebesse na Holanda o título de uma das 100 melhores contribuições de design para o mundo. A convite dos curadores do Sabbioneta Art Festival, Jum Nakao participou como Fashion Intelecttual da mostra Please me Fashion realizada em Mantova na Itália com a obra Luxdelix em julho de 2010.
Jum Nakao foi convidado pelo Vitra Design Museum a realizar um workshop em Domaine de Boisbuchet, região a sudoeste da França. Os workshops visam proporcionar “insights” sobre o processo do design associado a mudanças no pensar em relação à criatividade e as habilidades manuais. Estiveram com ele nomes como Maarten Baas (NL), Raw Edges (IL), Big-Game (B), (CH), Moritz Waldemeyer (D), Marc Bretillot (F) e Emiliano Godoy (MEX).
_ Com texto de Lourdes Ramalho e direção de Luiz Marfuz, o espetáuclo “As velhas”, que estreou dia 18 de novembro, no teatro SESC / SENAC- Pelourinho, retrata a vida de duas mulheres do Sertão Nordestino que tem uma história mal resolvida e precisam solucionar essa questão.
Rodrigo Frota, o cenógrafo, optou pela cor vermelha para retratar a aridez do Sertão, inspirando-se no texto do poeta Frederico Garcia Lorca, uma vez que a peça é um drama com pitadas de tragédia. São três espaços muito simples e bem definidos no cenário: um piso giratório, uma escadaria como praticável e um corredor em forma de “U”, que sai de um lado do praticável até o outro, passando pelo piso giratório. No teto há bolandeiras, que são máquinas muito usadas no Sertão para descaroçar algodão e moer cana, impulsionadas por tração animal ou humana.
Os materiais usados na criação foram tecido e rendatex no parador do fundo para, no final, os atores serem revelados através de um painel fotográfico. No piso foram usadas lonitas, que substituem a lona e diminuem os custos; madeira e metalon para a confecção dos praticáveis e do piso giratório. Uma roda de carroça do desifle “Brasil 500 anos” foi usada como molde para serem feitas as bolandeiras de resina, que é um material resistente e muito leve. Mas para que elas girassem, foi preciso a utilização de um sistema de traquitanas e um motor.
Fotos: Yuri do Val Texto: Luís Cláudio de Oliveira
Criação do cenógrafo Ismael Ivo, a mais nova coreografia do Balé Teatro Castro Alves, “À flor da pele”, estreou dia 29 de outubro, na sala principal do TCA. A proposta é fazer o uso do corpo como instrumento de identificação das mudanças mais importantes do indivíduo, ou seja, aquelas que deram uma guinada na sua vida.
O cenário de Marcel Kaskeline e Zuarte Jr. retrata os caminhos que o homem trilhou, sua vida e experiências acumuladas, representadas pela chuva, que significa o movimento cíclico da renovação vital, cujo efeito cênico possibilita a escrita da trajetória dos bailarinos, embora o tempo apague, mas preparando-os para uma nova escrita.
Processo de montagem do cenário no palco principal do TCA:
a) Remoção da camada de proteção do espelho de acrílico que substitui a rotunda.
b) preparação da tractana que simula chuva com a utilização de sementes.
c) fundo da parede de espelhos de acrílico, onde foi posicionada a orquestra Neojibá.
Os materiais utilizados na confecção do cenário foram espelhos de acrílico presos em estruturas de metalon e cantoneira em “L”, formando um paredão. Este, preso nas varas de cenário por cabos de aço, sobe inclinado, permitindo que o público veja as escritas refletidas, e assim, perceba a própria vida refletida no espelho. Também foram utilizadas sementes para fazer o efeito da chuva, mas antes houve a experimentação com partículas de borracha granulada, as quais foram descartadas por não ter um resultado satisfatório. Confeccionadas por Albano D´Ávila (Moaba), flores de papel contribuíram para embelezar ainda mais o espetáculo que deixou todos com a emoção À flor da pele.
Adereços feitos para a coreografia em um momento de referência ao bailarino Japonês Sankai Juku.
O figurino foi composto por cento e cinqüenta e cinco peças, sendo que os materiais utilizados para a sua confecção foram malha, liganete, oxford e crepe musseline.
Processo de confecção do figurino.
Fotos: Yuri do Val Texto: Luís Cláudio de Oliveira
É um espaço camaleônico, nos bastidores do teatro, onde tudo se transforma e se reinventa a todo momento, ganhando novos formatos e adquirindo outras funções.