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CENTRO DE REFERÊNCIA EM ENGENHARIA DO ESPETÁCULO TEATRAL EM IMPLANTAÇÃO
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Glossário Técnico

2 de agosto de 2011

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Com direção de Fernando Guerreiro, cenário de Zuarte Jr. e adereços de Agamenon de Abreu, Sueli Garcia, Yoshi Aguiar e Danilo Cairo, estreou no dia 21 de julho, o espetáculo “Camila Baker”, que retrata a vida da personagem que dá nome à peça. Camila pensa que foi uma grande atriz no passado, mas a realidade é bem diferente. Ela relembra alguns trabalhos que fez e encena-os num pequeno palco que tem dentro de casa. No seu estado de decadência, acontece uma espécie de trama quase policialesca, porque um crime é cometido e ninguém sabe quem foi o autor, só sendo descoberto no final.

O cenário é uma mansão decadente, na qual a personagem aproveita o que lhe resta para reviver algumas lembranças do seu passado de atriz e das peças em que atuou. Alguns elementos, como restos de cadeiras despedaçadas de outras épocas e estilos, que foram acumulados ao longo da vida de Camila Baker, são utilizados na encenação. As cortinas estão furadas e rasgadas, as paredes de mofo, e para ter essa aparência mofada, optou-se pela cor rosa surrado e sujo para retratar com mais fidelidade esse aspecto de decadência, mas deixando transparecer que houve um glamour no passado do ambiente. A casa, de tão abandonada, permite que as árvores atravessem o espaço e entrem pelas janelas, que estão caindo, e por todos os buracos possíveis, criando uma atmosfera absurda. O tapete é rasgado, e na sala tem uma coluna grega, que ao mesmo tempo parece que é da construção da casa de Camila e de uma tragédia grega, na qual ela atuou e, portanto, relembra. Mas tudo está caindo e sendo despedaçado.

Os materiais utilizados para a confecção foram madeira, isopor, papel, ferro, tecido, espuma e veludo.







Os Adereços


Este espetáculo teve uma particularidade: a criação de adereços de cena e de cenário. Uma carcaça de cabeça de boi foi esculpida em isopor e reforçada com papietagem. Para o acabamento, foi passada massa corrida, e em seguida, recebeu a pintura final. Também houve a confecção de algumas próteses: pernas, bustos, glúteos e seios em espuma semiortopédica, com acabamento de tinta puff. A modelagem das mesmas foi inspirada na técnica desenvolvida pelo designer Jum Nakao, que ministrou no Centro Técnico a oficina “Modelar – Inovações: Geometria x Corpo x Espaço”, na qual a modelagem é feita a partir do manequim. Da apropriação desta técnica, modelou-se uma perna de manequim, sendo construído esse adereço de cena. Um porco de tamanho real foi desenvolvido com espuma, mas a cabeça, esculpida em isopor, tendo tratamento de papietagem e pintura. Três árvores foram feitas com estrutura de metalon, revestidas de tela de galinheiro e papietagem para depois receberem a pintura final e acréscimo de folhagens sintéticas. Encontradas em brechó, as cadeiras foram restauradas, reestruturadas e revestidas com folhas de ouro, e um acolchoado foi criado para ser destruído pela necessidade do conceito da cenografia.










Texto: Luís Cláudio de Oliveira
Fotos: Agamenon de Abreu

6 de maio de 2011

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Com direção de Francisco Mayrink, estreou no dia 28 de abril, no Teatro Castro Alves, a ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, tendo quatro atos, que são Os Aventureiros, Peri, Os Aymorés e A Catástrofe. Baseada no livro O Guarani, o desencadear da trama é a partir do amor de Pery e Cecy. Pery defende sua amada e a salva do cerco que os aymorés fazem na fortaleza para se vingar da morte de uma índia.

De autoria de Euro Pires, o cenário desenvolvido é uma floresta e uma fortaleza dentro dessa floresta. Para ter um aspecto real, foram feitas pintura e modelagem, a fim de darem formas a esses ambientes. As plantas também foram usadas com o objetivo de tornar a cenografia mais realista. Como o castelo, no final, é explodido, buscou-se uma solução bem simples, que é criar uma explosão falsa do palco e fazer as paredes desabarem, uma vez que são de papel, portanto, sem complicações.

Teve que haver a disponibilização do espaço para o castelo e os índios. Era preciso ter o mesmo espaço ocupado tanto pela floresta dos aymorés, quanto pelo castelo. Assim, foi necessário adaptar o castelo de maneira que ele saísse de cena e esse mesmo lugar virasse a aldeia dos índios. A idéia foi fazer uma floresta e ao fundo construir uma passarela que se transformasse num morro, onde os índios aparecessem e circulassem, além dos aventureiros. Também é o local para a fuga de Pery e Cecy, no final, quando ele consegue salvá-la durante a destruição do castelo.

Na confecção do cenário, trabalhou-se com materiais reciclados, usando muito tecido, madeira e papel.












Fotos: Yuri do Val
Texto: Luís Cláudio de Oliveira

29 de abril de 2011

A Paixão de Cristo

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Com direção de Paulo Dourado e cenografia de Zuarte Jr, foi encenada nos dias 22, 23, 24 e 25 de abril, na Concha Acústica, o espetáculo “A Paixão de Cristo”. O que diferencia essa montagem são as interferências de muitos efeitos plásticos de cada cena. A proposta para o cenário era criar um deserto grande. Por isso o palco ficou uma área aparentemente vazia no início, mas durante o espetáculo iam entrando praticáveis que simulavam as elevações dos pisos e dos tronos, flâmulas, a mesa que subia no momento da ceia e depois descia, o alçapão, o mar feito de pano e o barco. Toda essa parafernália de elementos cênicos teve como objetivo criar uma surpresa para que a encenação ficasse espetacular, como foi bem exemplificado na descida do anjo, na subida de Jesus e nas letras incandescentes formando uma frase na boca de cena.

Os materiais utilizados para a confecção foram tecido pintado artesanalmente com cores que retratassem o deserto, madeira, ferro e metalon.

Fotos: Yuri do Val
Texto: Luís Cláudio de Oliveira