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Glossário Técnico

18 de novembro de 2010

As Velhas

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Com texto de Lourdes Ramalho e direção de Luiz Marfuz, o
espetáuclo “As velhas”, que estreou dia 18 de novembro, no teatro SESC / SENAC- Pelourinho, retrata a vida de duas mulheres do Sertão Nordestino que tem uma história mal resolvida e precisam solucionar essa questão.

Rodrigo Frota, o cenógrafo, optou pela cor vermelha para retratar a aridez do Sertão, inspirando-se no texto do poeta Frederico Garcia Lorca, uma vez que a peça é um drama com pitadas de tragédia. São três espaços muito simples e bem definidos no cenário: um piso giratório, uma escadaria como praticável e um corredor em forma de “U”, que sai de um lado do praticável até o outro, passando pelo piso giratório. No teto há bolandeiras, que são máquinas muito usadas no Sertão para descaroçar algodão e moer cana, impulsionadas por tração animal ou humana.


Os materiais usados na criação foram tecido e rendatex no parador do fundo para, no final, os atores serem revelados através de um painel fotográfico. No piso foram usadas lonitas, que substituem a lona e diminuem os custos; madeira e metalon para a confecção dos praticáveis e do piso giratório. Uma roda de carroça do desifle “Brasil 500 anos” foi usada como molde para serem feitas as bolandeiras de resina, que é um material resistente e muito leve. Mas para que elas girassem, foi preciso a utilização de um sistema de traquitanas e um motor.

Fotos: Yuri do Val
Texto: Luís Cláudio de Oliveira

3 de novembro de 2010

À Flor da Pele

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Criação do cenógrafo Ismael Ivo, a mais nova coreografia do Balé Teatro Castro Alves, “À flor da pele”, estreou dia 29 de outubro, na sala principal do TCA. A proposta é fazer o uso do corpo como instrumento de identificação das mudanças mais importantes do indivíduo, ou seja, aquelas que deram uma guinada na sua vida.

O cenário de Marcel Kaskeline e Zuarte Jr. retrata os caminhos que o homem trilhou, sua vida e experiências acumuladas, representadas pela chuva, que significa o movimento cíclico da renovação vital, cujo efeito cênico possibilita a escrita da trajetória dos bailarinos, embora o tempo apague, mas preparando-os para uma nova escrita.

Processo de montagem do cenário no palco principal do TCA:
a) Remoção da camada de proteção do espelho de acrílico que substitui a rotunda.
b) preparação da tractana que simula chuva com a utilização de sementes.
c) fundo da parede de espelhos de acrílico, onde foi posicionada a orquestra Neojibá.

Os materiais utilizados na confecção do cenário foram espelhos de acrílico presos em estruturas de metalon e cantoneira em “L”, formando um paredão. Este, preso nas varas de cenário por cabos de aço, sobe inclinado, permitindo que o público veja as escritas refletidas, e assim, perceba a própria vida refletida no espelho. Também foram utilizadas sementes para fazer o efeito da chuva, mas antes houve a experimentação com partículas de borracha granulada, as quais foram descartadas por não ter um resultado satisfatório. Confeccionadas por Albano D´Ávila (Moaba), flores de papel contribuíram para embelezar ainda mais o espetáculo que deixou todos com a emoção À flor da pele.

Adereços feitos para a coreografia em um momento de referência ao bailarino Japonês Sankai Juku.

O figurino foi composto por cento e cinqüenta e cinco peças, sendo que os materiais utilizados para a sua confecção foram malha, liganete, oxford e crepe musseline.

Processo de confecção do figurino.


Fotos: Yuri do Val
Texto: Luís Cláudio de Oliveira

25 de outubro de 2010

Dias de Folia

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Mais uma montagem do TCA.Núcleo estreou e, dessa vez, com muita folia, no Centro Cultural Plataforma, no dia 14 de outubro. Com direção de Jacyan Castilho, Dias de folia retrata as diversas festas e celebrações, tais como Carnaval, Reveillon, Natal, Iemanjá, dentre outras.





Fotos: Yuri do Val

A oficina de cenografia, ministrada por Renato Bolelli, no Centro Técnico, no período de 9 a 12 de agosto, resultou na escolha dos assistentes Yoshi Aguiar, Silvana Maria e Manolo Araújo para o espetáculo Dias de folia.





Fotos: Yuri do Val

Criação de Zuarte Jr, o cenário, ao fundo, é uma parede composta de mesas de plástico empilhadas lado a lado, e nas laterais, pernas feitas de copos descartáveis colados em plástico bolha, além de outras contendo outros elementos como colheres, facas e garfos, unidos por corda "pp" preta.





Fotos: Yuri do Val

Após a oficina de iluminação, ministrada por Aurélio de Simoni, de 10 a 14 de agosto, houve a escolha do iluminador Luciano Reis e as assistentes Maria Carla Correia e Fernanda Mascarenhas para o espetáculo Dias de folia.





Fotos: Yuri do Val

A escolha do figurinista para o espetáculo Dias de folia foi a partir da oficina de figurino, realizada no Centro Técnico, de 9 a 13 de agosto, por Miguel Carvalho, sendo que também foram selecionadas duas assistentes – Melibai Alejandra e Sílvia Costa.





Fotos: Yuri do Val / Renata Mota

O figurino, assinado por Thiago Romero e Tina Melo, buscou atender ao desafio de representar as diversas ocasiões encenadas pelo elenco. Dentro da diversidade do figurino, houve o uso de vários materiais: cetim, brim, popeline, tafetá, algodão, oxford, malha, tule, paetê, fitas de cetim e de voal, bico de caça bordado, renda com lycra e viscose, bem como o uso das cores azul, verde, amarelo, rosa, branco, cinza e roxo.





Fotos: Yuri do Val

Sob a coordenação de Agamenon de Abreu, com execução de Suely Garcia, Albano D’Ávila e Noêmia Almeida, foram criados bolos e pãezinhos cenográficos que impressionam pela semelhança com os de verdade. Também houve a confecção de cabeça de boneco, árvore de natal de taças e bordados das bolsas para que os DIAS fossem DE uma alegre FOLIA.





Fotos: Yuri do Val / Agamenon de Abreu
Textos: Luís Cláudio de Oliveira

13 de outubro de 2010

Cantando Com os Compositores - Juliana Ribeiro

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No projeto "Cantando com os compositores", Juliana Ribeiro se apresentou no dia 9 de outubro, na praça Tereza Batista, no Pelourinho, às 21:00, e continuará nos dias 16, 23 e 30 do mesmo mês.

Criado por Agamenon de Abreu e executado por Agnaldo Queiroz, o cenário foi feito de cortinas francesa e italiana, tendo sistema de abrir e fechar. Os materiais utilizados para a confecção foram veludo e cetim. E, para quem quiser assistir, o ingresso são dois pacotes de leite em pó.





Fotos: Yuri do Val
Texto: Luís Cláudio de Oliveira