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CENTRO DE REFERÊNCIA EM ENGENHARIA DO ESPETÁCULO TEATRAL EM IMPLANTAÇÃO
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Glossário Técnico

10 de julho de 2009

BALÉ PARA TINGIR A ÁFRICA

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Quando o Balé do Teatro Castro Alves subir ao palco para mais uma apresentação, ficará evidente a criatividade de J. Cunha, figurinista convidado para a criação do figurino.

No BTC(HÁ) figurino feito com tecido do cenário do próprio Balé, além de malha, lycra, voil, seda, cetim, renda, juta, malha fria, cotton, liganete, cami e outros. Assim, tudo se “transreforma”, ganhando novos formatos para que a coreografia aconteça numa bela noite de sábado, com céu estrelado.

O processo de tingimento consiste em diluir a tinta serigráfica em água e mergulhar ou estampar o tecido em várias cores, utilizando ferramentas como pincel, rolos e trinchas. Em seguida, vai torcendo e retirando o excesso do material, sem deixar de usar luvas, pois o mesmo contém toxina. Para secar, expõe ao sol e ao vento, em ambiente aberto.

A estamparia é baseada em textura da natureza, tais como casca de árvore, pele de animais, camuflagem, textura de folhas e cores de terra.



J. Cunha com sua obra de arte


Du Carmo e Guida cortando os tecidos para o figurino


Du Carmo cortando o tecido para o figurino


Figurino do espetáculo, em construção


Figurinos do espetáculo

30 de junho de 2009

De Esteira

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A mais nova coreografia do Balé do Teatro Castro Alves terá o cenário feito de esteira de palha de tabua, que é um elemento regional, sendo pintada com barro para dar uma textura especial. Tal elemento é utilizado por ter como tema a África, lembrando que é reciclado de outro espetáculo. Assim, o Balé TCA dança, não se cansa e se lança ao público para mais uma apresentação na sala principal, a fim de ter ato coreográfico.


Agnaldo enrolando a esteira no aro


Agnaldo emendando duas esteiras

Fotos: Yuri do Val

10 de junho de 2009

Nasceu

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“Jeremias, Profeta da Chuva” foi uma gestação que se iniciou quando sua genitora, Adelice Souza, leu uma reportagem sobre os profetas da chuva e, a partir daí, realizou a viagem que seria a viagem para a concretização de um sonho. Mas enganam-se aqueles que pensam que “Jeremias” é órfão de pai. Além da dedicada mãe, tem pais, tios, primos e mães secundárias que contribuíram para que o parto “jeremiano” fosse suave, pois todo nascimento tem suas dores. E “Jeremias” veio sábado, dia 06 de junho de 2009, trazendo uma chuva de esperança aos habitantes de “Salvador dos Brejos”, que só desejam água para molhar seus sonhos e vê-los germinando a alegria de poderem viver na terra natal.

Agora é o momento de alimentar “Jeremias” com bastante carinho, a fim de que ele se fortaleça, possa caminhar com os próprios pés e vislumbre um mundo de infinitas possibilidades, porque mais importante do que a chegada, é a beleza do caminhar, do processo de construção, que é um espetáculo para aqueles que trabalham nos bastidores, viabilizando sonhos através da imaginação criadora.



Fotos: Yuri do Val

26 de maio de 2009

Foi a lona

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Sem improviso,
aviso
que o piso
da montagem
do TCA.Núcleo
não é liso
nem conciso,
mas preciso

Feito de lona usada,
que, após viajar pelas estradas
cobrindo caminhões,
sem complicações,
vai parar no palco
da Sala do Coro
para compor
o visionário

cenário
de “Jeremias, Profeta da Chuva”,
que não se curva
diante da falta d'água,
que impede o povo
de ser tão feliz.

Dessa forma,
o Centro Técnico
reforma

e transforma
a lona em beleza
cenográfica,
cumprindo o seu ofício
em benefício da arte teatral
de criar cenário original.



Agnaldo remendando a lona


Luiz Cláudio ajudando a transportar a lona


Agnaldo transportando a lona


Agnaldo emendando uma lona na outra

Fotos: Yuri do Val

15 de maio de 2009

Na Lata!

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Quem não ata nem desata, não sabe a importância da lata. Mas o Centro Técnico sabe, pois, além de ser ético, poético e estético, é reciclador nas suas produções “jeremianas”. É que as latas de cerveja, feitas de alumínio, depois de perderem seu líquido “cervejóico”, estão sendo aproveitadas na confecção de adereços de figurino para a peça “Jeremias, Profeta da Chuva”.

Na temperatura ambiente, o alumínio é sólido, sendo o elemento metálico mais abundante da crosta terrestre. Sua leveza, maciez, condutividade elétrica, resistênci
a à corrosão e baixo ponto de fusão (temperatura à qual uma substância passa do estado sólido ao estado líquido) possibilitam a utilização em diversas aplicações, especialmente nas soluções de engenharia aeronáutica.

A facilidade de se encontrar, a beleza, a ma
ciez e a leveza fazem com que seja mais viável a criação de diversos adereços, com diferentes formas e tamanhos, confeccionados com alumínio. Baldinhos que serão pendurados nas roupas, folhas na manga do figurino usado no Reisado e colete feito do fundo de latas são exemplos de reaproveitamento. Dessa forma, nada se perde, aproveita-se o material reciclável, porque tudo é realmente feito de lata.


Suely separando o tampo da lata de alumínio
Foto: Yuri do Val

Suely separando o tampo da lata de alumínio
Foto: Yuri do Val


Suely separando o fundo da lata de alumínio
Foto: Yuri do Val


Graça fazendo o colete com o fundo das latas
Foto: Luciana Pires


Graça fazendo o colete com o fundo das latas
Foto: Luciana Pires

Graça fazendo folhas com as latas de alumínio
Foto: Yuri do Val

Graça fazendo folhas com as latas de alumínio
Foto: Yuri do Val


Graça costurando folhas feitas de lata na manga
de um dos figurinos

Foto: Yuri do Val


Ney fazendo adereço com o tampo da lata
de alumínio e linha prateada

Foto Luciana Pires


Correntes feitas com lacres de latas de alumínio
Foto: Luciana Pires

11 de maio de 2009

Engessando para moldar

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Conhecido há mais de 9000 anos, o gesso é uma substância produzida a partir do mineral gipsita (também denominada gesso), composto basicamente de sulfato de cálcio hidratado. Quando a gipsita é esmagada e calcinada, ela perde água, formando o gesso.

O Centro Técnico está moldando gesso para criar uma prótese de papel a ser usada pela personagem de “Jeremias, Profeta da Chuva.”

Molde negativo – que é a única produção negativa deste setor – é feito a partir de atadura engessada e água, isolada com vaselina pastosa, hidratante ou filmito, que não mente sobre a qualidade do trabalho.

O molde positivo é confeccionado untando o molde negativo com vaselina. Em seguida, prepara-se o gesso e enche a forma com o mesmo ainda pastoso. Espera, com paciência, 15 a 20 minutos até endurecer e tira o molde negativo, aproveitando o positivo. E assim, tudo fica nos moldes, para “Jeremias, Profeta da Chuva” acontecer em junho na Sala do Coro e brilhar como ouro.


Agamenon passando vaselina no molde negativo


Agamenon passando vaselina no molde negativo


Agamenon preparando o gesso


Noêmia e Agamenon recheando o molde negativo
com o gesso que se tornará o molde positivo


Fotos: Yuri do Val

7 de maio de 2009

Calhas

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As calhas vêm a calhar no cenário de “Jeremias, Profeta da Chuva”. Feitas de zinco, não são duas nem cinco, doze é o total, com compensado de quinze fechando o esquadro, tendo o funil prolongado com tubo de PVC de 15 e presas por parafusos borboletas, muito porretas, o que facilita a desmontagem para qualquer viagem que a produção queira realizar, seja pelo litoral ou pelo sertão do Brasil afora, sem demora.


Marquinhos e Igor fazendo testes na calha


Areia passando pelo funil


Gão furando o tubo de PVC para prender a peça de vedação


Peça de vedação do dispositivo

Fotos: Yuri do Val

23 de abril de 2009

RE CORDA ÇÃO

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As cordas de sisal são desenroladas, esticadas, entram em acordo com o criador e acordam para revestir a tapadeira de madeira que irá compor o cenário da peça “Jeremias, o Profeta da chuva”. Trançadas horizontal e verticalmente, presas por pregos, ficam firmes para que tudo se afine , e o trabalho seja feito o mais perfeito possível. Agora é dar corda às mentes criativas, a fim de liberarem ainda mais a chama da criatividade em benefício da montagem, que em junho estará presente para toda a gente.


George Lima desenrolando as cordas de sisal


George Lima desenrolando as cordas de sisal


Adriano Passos fazendo as tramas da tapadeira


Forma como as cordas são presas na estrutura da tapadeira

Fotos: Yuri do Val

Centro e Interfaces

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Duas turmas de alunos da Escola de Dança da Fundação Cultural da Bahia estiveram no Centro Técnico do Teatro Castro Aves no dia 14 de abril de 2009 e assistiram a uma aula sobre Figurino, ministrada por Carol Diniz, que é responsável por este setor. Além da aula, tiveram a oportunidade de conhecer todo o Centro Técnico, tomando conhecimento do que se produz e como se produz cenário, figurinos e adereços. Todos saíram muito satisfeitos com o que viram e ouviram, pois ainda não conheciam o coração do Teatro Castro Alves, o lugar onde tudo é criado para o espetáculo acontecer.


Carol Diniz com os alunos da escola de dança da Funceb


Alunos da escola de Dança da Funceb


Gabriel Swahili com os alunos da escola de dança da Funceb

"Os alunos sairam maravilhados, com o espaço, equipamento e as possibilidades de interfaces." Beth Rangel (Coordenadora da Escola de Dança da Funceb)