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CENTRO DE REFERÊNCIA EM ENGENHARIA DO ESPETÁCULO TEATRAL EM IMPLANTAÇÃO
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Glossário Técnico

18 de agosto de 2009

Aprendendo Com Quem Faz

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No Centro Técnico, estão acontecendo oficinas de Cenotecnia e Modelagem para Costura Cênica. Desde o dia 27/07/09, às segundas, quartas e sextas, das 9:00 às 13:00, que os envolvidos no processo ensino-aprendizagem embarcaram no navio da curiosidade para desvendar os mistérios da construção de cenário e da modelagem para costura cênica. Adriano Passos (Cenotecnia) e Lina Lemos (Modelagem para Costura Cênica) são os comandantes dessa embarcação. Profissionais que trabalham no Teatro Castro Alves, com anos de experiência, transmitem o conhecimento, de maneira clara e objetiva, possibilitando a compreensão da arte de fazer a arte acontecer.

O encerramento das oficinas será no dia 21/08/09, quando os alunos terão adquirido asas para alçar vôos mais altos, em busca dos seus sonhos cenotécnicos e modeladores cênicos, que modelam as incertezas do caminhar.






Fotos: Yuri do Val

3 de agosto de 2009

Construção de Mais Um Teatro Castro Alves

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Mais um Teatro Castro Alves está sendo construído na capital baiana. Desta vez não é nenhuma construtora que se responsabiliza pelo projeto. Quem comanda o trabalho é a equipe de cenotécnicos do Centro Técnico do Teatro Castro Alves, que está criando uma maquete do Teatro, com altura de 80 cm, comprimento de 1,60 m e 95 kg aproximadamente. O material utilizado é todo reciclado, sendo mini-traquitanas, metalon, barra chata, compensado e alumínio para a confecção das escadas. Possui um processo de abrir e fechar, que permite ter a visão de todos os ângulos da maquete. O objetivo deste projeto é orientar os cenógrafos que vêm trabalhar no TCA, fazendo com que eles não precisem, a todo momento, subir até o palco; utilizar como recurso didático para os alunos das oficinas realizadas no Centro Técnico e mostrar, com mais detalhes, as áreas do teatro, as quais os visitantes não têm acesso.



Fotos: Yuri do Val

31 de julho de 2009

Em Qualquer Estação

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O Centro Técnico não é um jardim, mas faz brotar flores com amores, sem rancores nem dores para presentear o Teatro Vila Velha pelos seus 45 anos de existência, persistência e competência. Inspiradas no cenário do grupo Sangrando Quatro, as flores são feitas com papel craft, cola, fita crepe e arame. Para confeccioná-las, recorta a forma das pétalas, corta o tamanho das hastes e do talo e envolve as pétalas, uma de cada vez, no total de dez, para montar a rosa. Finaliza colocando as folhas e revestindo com papel craft. Portanto, mesmo que as flores não sejam naturais, usando a criatividade, a vida pode ficar florida em qualquer estação.





Fotos: Yuri do Val

16 de julho de 2009

Zebra e Girafa no Balé do TCA

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Após o almoço que levou a sua fome a óbito, Agamenon de Abreu, feliz, cantando Janis Joplin, vai para o Teatro Castro Alves, a fim de cumprir com mais um dia de trabalho. Chegando ao Centro Técnico, pega a espuma semi-ortopédica para transformá-la em cabeça de girafa e de zebra, que serão usadas na nova coreografia do Balé do Teatro Castro Alves. Mas antes de iniciar o processo de confecção, desenha no papel o tamanho desejado, transpõe os desenhos, colocando-os na espuma e corta.

- Hoje eu estou espumando de alegria! Tô muito a fim de cortar espuma! - disse Agamenon com o jeito Agamenon de ser.

Quando terminou de fazer as cabeças de girafa e zebra, removendo as imperfeiçõs com lixa de madeira, entregou a Agnaldo para revesti-las com tecido lycra e, em seguida, aplicar a tinta.

- Agamenon, quais os materiais que você usou para fazer essas cabeças? - indagou Yuri do Val, aquele que tem a função de fotografar tudo o que acontece no Centro Técnico.

- Fotógrafo Yuri, usei espuma semi-ortopédica, tesoura, estilete, suporte de PVC, tecido lycra e tinta. - falou, explicando pausadamente. - Essas cabeças são alegorias de mão, e agora vou resolver outra questão.

Agamenon sai da sala de adereços e caminha em direção à carpintaria, onde foi conversar com Adriano, o cenotécnico.


Agamenon retirando um pedaço da espuma


Agamenon esculpindo a girafa


Agamenon conferindo as proporções


Agamenon removendo as imperfeições com a lixa


Agamenon e Agnaldo cortando a lycra

Fotos: Yuri do Val

14 de julho de 2009

Máscara Africana

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O Balé do Teatro Castro Alves vai dançar e usar máscara que não é mais cara nem mascara a dança. Confeccionada pelo processo de modelagem, utiliza-se argila para fazer o molde. Depois retira-se a forma da máscara. Papel crafit e cola são os materiais indispensáveis à confecção, que, após finalizada, recebe o acabamento com tinta e aplicação de ráfia. Assim, mais uma vez a Bahia interage com a África no ritmo dos tambores e nos passos dançantes e depois da abertura das cortinas do espetáculo.


Gil utilizando a técnica da papietagem


Agamenon colando os tufos de ráfia


Agamenon colando os tufos de ráfia


Agamenon experimentando a máscara


Agamenon preparando a tinta


Agamenon pintando a máscara

Fotos: Yuri do Val

10 de julho de 2009

BALÉ PARA TINGIR A ÁFRICA

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Quando o Balé do Teatro Castro Alves subir ao palco para mais uma apresentação, ficará evidente a criatividade de J. Cunha, figurinista convidado para a criação do figurino.

No BTC(HÁ) figurino feito com tecido do cenário do próprio Balé, além de malha, lycra, voil, seda, cetim, renda, juta, malha fria, cotton, liganete, cami e outros. Assim, tudo se “transreforma”, ganhando novos formatos para que a coreografia aconteça numa bela noite de sábado, com céu estrelado.

O processo de tingimento consiste em diluir a tinta serigráfica em água e mergulhar ou estampar o tecido em várias cores, utilizando ferramentas como pincel, rolos e trinchas. Em seguida, vai torcendo e retirando o excesso do material, sem deixar de usar luvas, pois o mesmo contém toxina. Para secar, expõe ao sol e ao vento, em ambiente aberto.

A estamparia é baseada em textura da natureza, tais como casca de árvore, pele de animais, camuflagem, textura de folhas e cores de terra.



J. Cunha com sua obra de arte


Du Carmo e Guida cortando os tecidos para o figurino


Du Carmo cortando o tecido para o figurino


Figurino do espetáculo, em construção


Figurinos do espetáculo

30 de junho de 2009

De Esteira

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A mais nova coreografia do Balé do Teatro Castro Alves terá o cenário feito de esteira de palha de tabua, que é um elemento regional, sendo pintada com barro para dar uma textura especial. Tal elemento é utilizado por ter como tema a África, lembrando que é reciclado de outro espetáculo. Assim, o Balé TCA dança, não se cansa e se lança ao público para mais uma apresentação na sala principal, a fim de ter ato coreográfico.


Agnaldo enrolando a esteira no aro


Agnaldo emendando duas esteiras

Fotos: Yuri do Val

10 de junho de 2009

Nasceu

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“Jeremias, Profeta da Chuva” foi uma gestação que se iniciou quando sua genitora, Adelice Souza, leu uma reportagem sobre os profetas da chuva e, a partir daí, realizou a viagem que seria a viagem para a concretização de um sonho. Mas enganam-se aqueles que pensam que “Jeremias” é órfão de pai. Além da dedicada mãe, tem pais, tios, primos e mães secundárias que contribuíram para que o parto “jeremiano” fosse suave, pois todo nascimento tem suas dores. E “Jeremias” veio sábado, dia 06 de junho de 2009, trazendo uma chuva de esperança aos habitantes de “Salvador dos Brejos”, que só desejam água para molhar seus sonhos e vê-los germinando a alegria de poderem viver na terra natal.

Agora é o momento de alimentar “Jeremias” com bastante carinho, a fim de que ele se fortaleça, possa caminhar com os próprios pés e vislumbre um mundo de infinitas possibilidades, porque mais importante do que a chegada, é a beleza do caminhar, do processo de construção, que é um espetáculo para aqueles que trabalham nos bastidores, viabilizando sonhos através da imaginação criadora.



Fotos: Yuri do Val

26 de maio de 2009

Foi a lona

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Sem improviso,
aviso
que o piso
da montagem
do TCA.Núcleo
não é liso
nem conciso,
mas preciso

Feito de lona usada,
que, após viajar pelas estradas
cobrindo caminhões,
sem complicações,
vai parar no palco
da Sala do Coro
para compor
o visionário

cenário
de “Jeremias, Profeta da Chuva”,
que não se curva
diante da falta d'água,
que impede o povo
de ser tão feliz.

Dessa forma,
o Centro Técnico
reforma

e transforma
a lona em beleza
cenográfica,
cumprindo o seu ofício
em benefício da arte teatral
de criar cenário original.



Agnaldo remendando a lona


Luiz Cláudio ajudando a transportar a lona


Agnaldo transportando a lona


Agnaldo emendando uma lona na outra

Fotos: Yuri do Val